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  • Na contramão do país, Goianésia reduz taxa de homicídio em mais de 40% e completa 130 dias sem morte violenta


Postado por Carla Jornalista - Ter, 14 de novembro de 2017 às 13:59 - 32 visualizações

Segundo o Atlas da Violência 2017, divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), a taxa de homicídio no Brasil cresceu 10,6%. Na contramão do país, as forças policiais de Goianésia conseguiram diminuir a taxa na cidade em mais de 40% e elucidar 100% dos casos.

Em 2016, a cidade registrou 15 homicídios e 3 latrocínios (roubo seguido de morte). No mesmo período no ano passado, a polícia já havia registrado 12 homicídios. Neste ano (restando ainda 49 dias para terminar o ano em curso), a polícia computou apenas 7, o que equivale a uma queda de 41,66%. O último aconteceu no dia 2 de julho quando uma discussão em uma cavalgada deixou uma pessoa morta na região leste de Goianésia.

Com relação aos latrocínios, também houve uma queda: 33,33%. O último foi registrado no dia 12 de julho no Parque das Palmeiras. Na ocasião, pai e filho foram baleados durante tentativa de assalto; posteriormente, o filho acabou morrendo. Como ocorreu em 2016, todos os crimes violentos registrados ao longo de 2017 foram elucidados com seus respectivos suspeitos presos e aguardando julgamento no presídio local.

Até 2010, a taxa de elucidação de homicídios em Goianésia beirava 60%. Desde então, a Polícia Civil, representada pelo delegado titular da 15ª Delegacia Regional da Polícia Civil, Marco Antônio Maia, montou uma equipe que fica sempre fazendo diligências buscando elucidar crimes antigos e atuais, de forma que as investigações não param. Os trabalhos da PC, aliada a uma excelente sincronia com a Polícia Militar onde acontece troca de informações sem nenhum tipo de vaidade, ajudaram a chegar a esse patamar.

Outro fator que se deve levar em consideração é a parceria existente entre PC, Ministério Público e Poder Judiciário, além da própria sociedade, tanto é que em 2012 a cidade chegou a ficar 123 dias sem registrar homicídio. Até então, havia sido o recorde dos últimos anos.

Para o policial Eurico Moreira, essas parcerias têm sido fundamentais para a queda da taxa de homicídio em Goianésia e consequentemente sua elucidação.

“Tem homicídio que a gente pode fazer o que for, porque se for de acontecer ele acontece. Aqueles homicídios que começam do nada, de uma briga, a pessoa com a cabeça quente e o cara na hora que faz nem pensa em ser preso. Acontece, é coisa do calor, nos crimes passionais que acontecem isto, alguma discussão do nada pode gerar num homicídio. A diferença entre Goianésia e outras cidades da região é que nessas cidades estão morrendo muitas pessoas com envolvimento com tráfico de drogas e poucos são elucidados. Aqui em Goianésia os crimes homicídios a mando do tráfico de drogas, por serem  planejados,  sendo assim a gente consegue evitar e se acontecerem, logo executores e mandantes são identificados e indiciados, devido ao fato de que  já possuímos um banco de dados de pessoas com envolvimento com o tráfico de drogas e homicídios,  e o receio deles serem identificados e punidos,  também auxiliou na redução dos homicídios  . Outro fator é o fato dos autores de homicídios estarem indo a júri e todos estão sendo condenados. Isto se espalha entre eles. Hoje  o crime de homicídio, é o que crime em que os condenados  ficam mais tempo na cadeia, ao contrário dos condenados pelo  crime de tráfico de drogas, e todos aqueles que pensam em cometer homicídios já perceberam disso, estando cientes, que após serem condenados,  vão ficar muito tempo presos. Este trabalho que estamos desenvolvendo é um trabalho a longo prazo. Já tem 07 anos e estamos colhendo os frutos agora”, explicou Eurico.

Eurico Moreira comentou ainda que “a implantação da Polícia Científica em Goianésia vai dar mais qualidade e celeridade e nas investigações, visto que antes demorava muito  para esclarecer autoria e motivo dos homicídios, visto que algumas diligências investigativas era paralisadas, por estarem aguardando resultados de  provas técnicas enviadas para Polícia Técnico Científica de Goiânia e Ceres.

Há de se destacar também a importante participação de servidores da 15ª DRP que muito se empenharam para esclarecer todos os homicídios, da Unidade de Inteligência de Goianésia, que vem se destacando como uma das melhores de Goiás, e da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam), uma vez que após sua instalação em 2014 apenas um crime de homicídio envolvendo mulheres foi registrado (novembro de 2015).  ano antes, dos 16 homicídios registrados, 8 tiveram o envolvimento de mulheres, das quais 6 foram vítimas, e 2 foram as autoras. A redução é de mais 90% no número de feminicídio em Goianésia, graças aos projetos preventivos que vêm sendo realizados pela Deam.

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