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  • "Quero ir além e entender o que leva uma pessoa ao mundo do crime"


Postado por Desconhecido - Qua, 06 de julho de 2016 às 19:36 - 9620 visualizações

“Quanto mais me relaciono com outras pessoa,s mais em humano me transformo”. É esta a premissa na vida do agente da Polícia Civil Gilberto Alves da Silva, de 56 anos. Maranhense, mudou-se para Brasília em 1976 e, no final da década de 1990, foi aprovado em um concurso da Polícia Civil. Atuou sempre no Entorno do DF. Hoje está no Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Gernarc)

“Já como agente da Polícia, sentia falta de uma formação superior, não por motivos financeiros, mas porque queria uma transformação interna, queria ser alguém que fosse além, que pensasse”, conta. Optou por estudar Filosofia. “O curso me ensinou a enxergar o mundo de uma forma diferenciada”, explica. “Sei que não é fácil combater o tráfico, enxugamos gelo, mas sabemos, e consigo compreender isto profundamente, que a questão das drogas não é tratada com a complexidade devida e a Filosofia me ajudou a entender isto”.

Em suas operações, o policial Gilberto vai além do trabalho de prender o infrator. “Nunca olho para um suspeito já condenando, julgando-o”, diz. “Faço o meu dever, mas tenho a compreensão dos fatos, das circunstâncias, e procuro entender a realidade da cada um, o que levou aquela pessoa chegar ali, naquela situação”.

O policial conta um episódio em que flagrou uma jovem de 20 e poucos anos procurando por pedras de crack. Bem apessoada e com perfil diferente dos usuários comuns, ela tinha um comportamento que chamou a atenção de Gilberto, que logo se interessou pela história da moça. Questionada por ele sobre o motivo que a fez consumir crack, ela logo perguntou:

_ Se o senhor bebe e não tem a cerveja da marca que o senhor gosta, o que o senhor faz?
_  Peço outra marca, respondeu ele.
_ Pois então. Procurei maconha. Não tinha e me ofereceram crack. Aceitei e até hoje não parei mais.

A história é apenas uma em que o policial tentou entender as causas que levam uma pessoa ao mundo do tráfico. “Vemos soluções superficiais para o problema”, pensa. “Quando se interna alguém viciado em drogas, é tratada a parte física, mas pouco se estuda ou conhece os verdadeiros motivos que levaram alguém a trilhar este caminho”, afirma. “Por isto converso muito com eles: quero entender as causas e, quem sabe, ajudar mais ainda com o meu trabalho na polícia".

   

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